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Aug 19, 2018 Last Updated 2:58 PM, Aug 17, 2018

Pesquisa aponta aumento de crianças no tráfico no Rio

SEGUNDO A pesquisa, a principal motivação de crianças para fazer parte do tráfico é poder ajudar em casa SEGUNDO A pesquisa, a principal motivação de crianças para fazer parte do tráfico é poder ajudar em casa FOTO REPRODUÇÃO
Publicado em Polícia
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O estudo aborda novas configurações de redes criminosas após a implantação das UPPs

ESTATÍSTICAS Uma pesquisa do Observatório de Favelas, divulgada na terça-feira, revelou que o número de crianças com idade entre 10 e 12 anos que entram para o tráfico de drogas no Rio de Janeiro passou de 6,5% em 2006 para 13% em 2017.

O estudo aborda novas configurações de redes criminosas após a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), com o objetivo de entender sobre o perfil e as práticas de jovens no tráfico e como isso afeta a saúde pública, para "oferecer subsídios para a construção de políticas e ações públicas". As entrevistas foram realizadas entre maio de 2017 e abril de 2018. 

Entre os 261 entrevistados no Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) e em comunidades do Rio, a maioria têm entre 16 e 24 anos, compondo 62,8%, é do sexo masculino (96,2%), e se declara preto e pardo (72%). Embora não tenham sido ouvidas crianças, os pesquisadores observaram um aumento do ingresso delas no crime com base nas respostas que os entrevistados deram sobre si próprios. Também foram ouvidos profissionais que atuam em serviços de saúde e policiais.

As principais motivações para fazer parte do tráfico de drogas são "ajudar em casa" e "ganhar muito dinheiro", mencionadas por 62,1% e 47, 5%, respectivamente. Essas razões também foram citadas para permanecer na atividade criminosa. A dificuldade em se inserir no mercado de trabalho foi mencionada por 11,1% dos entrevistados. Outras apresentadas são "relação com amigos" (15,3,%) e a "adrenalina decorrente da atividade" (14,6%).

A pesquisa revela que 77,4% disseram usar os rendimentos com a família, 68,2% com a compra de roupas e 51,7% com atividades de lazer. Por outro lado, 10,3% mencionam utilizar este recurso para a compra de drogas, e apenas 3,8% afirmaram realizar algum tipo de poupança ou investimento.